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Investigadores do DFA/IFIMUP criam refrigerador magnético mais eficiente e sem fluidos

Investigadores do Instituto de Física dos Materiais da Universidade do Porto (IFIMUP) estão a desenvolver um "protótipo de refrigerador magnético" que visa a transferência de calor e frio "de forma mais eficiente e sem fluidos".

 

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Em entrevista à agência Lusa, João Ventura, docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e responsável pelo projeto, explicou hoje que a equipa "foi a primeira a propor" a criação de um refrigerador magnético que não "usasse fluidos", mas sim um interruptor térmico -- o 'thermal switch'.

Segundo o professor da FCUP, o projeto "Refrigeradores magnetocalóricos baseados em interruptores térmicos altamente eficientes", iniciado há cerca de seis meses, dá seguimento a uma investigação precedente, que envolveu investigadores da FCUP e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), e da qual resultou uma patente provisória nacional e europeia.

"Nos refrigeradores magnéticos (frigoríficos) é necessário um fluido que leva o frio aos alimentos e transporta o calor dos alimentos para o exterior. É este fluido que nós queremos remover do refrigerador magnético, uma vez que a sua utilidade diminui fortemente a eficiência", frisou.

A solução, apresentada aquando da submissão da patente, retirou por "completo o fluído" e substitui-o por um "material sólido", um interruptor térmico, que, segundo João Ventura, foi funcional e "aumentou a eficiência do refrigerador".

"A utilização de fluidos na refrigeração magnética implica que a frequência (o número de ciclos de arrefecimento) de operação destes refrigeradores seja baixa, e esta baixa frequência diminui a eficiência. Por sua vez, os interruptores térmicos permitem aumentar a frequência e assim, aumentar a eficiência do equipamento", esclareceu.

De acordo com João Ventura, a implementação da refrigeração magnética na indústria poderá originar "um substancial decréscimo do consumo energético".

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fonte DN/Lusa

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