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Palestra: A Biologia na Obra de Camus

Profa. Doutora Cristina Cruz

Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências

Universidade do Porto

 

Dia 26 de Janeiro 2017, 17:15

Anfiteatro -120 do Edifício FC3 da FCUP


Resumo

Uma bióloga, através das características que admira ou despreza e dos seus prazeres maiores, descreve brevemente como encontrou em Camus o seu escritor de eleição, referindo atitudes ou escritos deste autor.

“A Peste”, livro sobre o Homem em situações limite ou sobre o Absurdo da vida, é revisitada assinalando-se a espantosa correção biológica nas descrições utilizadas por Camus, no que respeita aos sistemas imunológicos de defesa, epidemiologia da peste, bem como sintomatologia, profilaxia e mortalidade desta doença.

Breve nota biográfica

Cristina Cruz, nasceu no Porto em 1962, doutorou-se em Biologia (Parasitologia) em 1995, sendo Professora Auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Parasitologia Animal, Fisiologia Animal e Reprodução Humana são disciplinas que leciona com especial interesse e Ictioparasitologia constitui a sua área de investigação. É uma leitora compulsiva nomeadamente de romances, policiais, biografias e história.

Camus, Hemingway, Eça e Tolstoi encontram-se entre os seus escritores favoritos e A Peste (Camus), Memórias de Adriano (Yourcenar), A Pele (Curzio Malaparte) e Guerra e Paz (Tolstoi) são os seus livros de cabeceira relidos frequentemente.

Das centenas de livros que devorou Foxfire (Joyce Carol Oates), Lolita (Nabokov), O Leopardo (Tomasi di Lampedusa); A gente de Smiley (John le Carré), Eu, Cláudio (Robert Graves), Churchill (Martin Gilbert), O Evangelho segundo Marcos (Jorge Luis Borges), O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde) e As benevolentes (Jonathan Littell) constituem um pequeno exemplo dos que muito apreciou.

Outro dos seus prazeres são as viagens das quais tem retirado experiências memoráveis. O encantamento entre a estranheza e o reconhecimento da natureza, gastronomia, história, monumentos e, principalmente, das pessoas com quem se cruzou, fez de Cuba, Argentina, Perú, Vietname, Laos, Costa do Marfim, Egito, Quénia e Marrocos, para citar apenas algumas, viagens inesquecíveis.

Hieronymus Bosch e Pieter Bruegel the Elder são pintores por quem nutre um fascínio irresistível.

O montanhismo (atualmente quase abandonado) é outra das suas fontes de prazer.

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